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Riquelme + 10!

ImagemNão sou de comentar especulação, acho que não é correto, especialmente se você trabalha ou dirige um clube, mas convenhamos, se especulação de contratação de futebol fosse esporte, o Brasil seria medalha de ouro.

Soube por fonte segura – e acho que todos souberam – que Roman nos foi oferecido durante a janela de transferências. Soube por fonte segura que o Santos negou a contratação alegando que o craque argentino não se enquadrava no perfil de talentos buscados pelo clube.

Ao que parece, graças ao fracasso nas inúmeras contratações tentadas ou ao menos especuladas, o perfil mudou e Riquelme pode, de fato, estar chegando.

Seja pela razão que for, minha opinião é que trata-se de uma excelente contratação.

Primeiro porque é craque. Segundo, e não menos importante, é contratação de alto impacto midiático, uma forma do Santos ter uma exposição mais positiva nos meios de comunicação e de conseguir melhores públicos, especialmente rendendo-se ao óbvio e jogando mais no Pacaembu.

Por fim, vejo que a simples presença do craque portenho no CT Rei Pelé, ajudaria muito aos jovens jogadores que tentam ainda se firmar, do tipo “Felipe Anderson, olhe e aprenda”.

Espero que o plano B, C ou D da direção santista não seja mais um naufrágio de nosso navio centenário e possa ser em breve comemorado. Então, por ora, é Riquelme e mais 10. Aos outros 10:

1)   Rafael Moura: que bom que não vem mais. Nada contra o centroavante que é forte, voluntarioso e nada mais. É que pela grana que vinha sendo especulada você criaria dois problemas, o primeiro o de pagar e o segundo, mais grave, o de explicar a quem ganha menos o motivo da diferença. Era uma tentativa desesperada de contratar um jogador que a mim não é sequer melhor que Bill. Em tempo, He-man fez 21 gols pelo Fluminense em 2011 e Bill, 25 pelo Coritiba.

2)   Patito: Isso me lembra Usuriaga!

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Aos mais jovens, Usuriaga era um colombiano forte que chegou como grande esperança naquele combalido Santos de 1996. Em 22 de agosto fez sua única partida, na vitória contra o Fluminense (1 x 0) que testemunhei no Ícaro de Castro Melo (Ibirapuera) onde não se joga mais. Problemas de documentação fizeram o jogador ser devolvido. Espero que essa triste lembrança seja só isso mesmo. Mas que parece, parece.

3)   Neymar: Arrebentando em Londres, como de costume.

Me entristece um pouco perceber esse movimento de responsabilizá-lo quase que exclusivamente pelo sucesso ou insucesso da Seleção, olímpica ou principal. Ele vai precisar de muita estrutura até a Copa, é um menino, devemos lembrar. Nunca escondi que não aprovo Mano Menezes e seu medíocre currículo no comando da Seleção, mas não consigo torcer contra, por Neymar. Que venha o ouro!

4)   Muricy: Finalmente assinou a renovação do contrato no qual dizem haver uma cláusula de liberação em caso de Seleção Brasileira. Normal, mas não estranharia se ele não terminasse o ano no Santos em caso de insucesso nos Jogos Olímpicos. É preciso estar atento.

5)   Muricy (2): Voltou a girar a metralhadora após a vitória sofrida contra a Ponte. De curioso, o fato de pela primeira vez o nome de Felipe Faro – superintendente de futebol – ser citado pelo técnico. Coincidência ou o técnico, ciente do grande poder que tem junto aos meios de comunicação, resolveu começar a dar nome aos bois direcionando suas criticas? Aguardemos!

6)   Anderson Carvalho: Esse rapaz foi tão bem nas poucas oportunidades que teve no Paulista e sumiu. Espero que os desfalques de Adriano, Arouca e talvez Henrique, possam significar nova oportunidade ao jogador.

7)   Victor Andrade: Que beleza! Acho que estamos diante do nascimento de um novo craque. Devemos mesmo ter calma, mas empolga ver a tranqüilidade do menino de 16 anos, quarto jogador mais jovem a estrear em 100 anos (perde para Edu, Clodoaldo e Pelé). Evoé!

8)   Renda: O Santos F.C., clube centenário e conhecido em todo o planeta, PAGOU R$ 14.470,47 para jogar diante da Ponte Preta. Esse foi o resultado liquido da renda proporcionada por 4.261 pagantes no último domingo.

Tirem suas próprias conclusões, já me manifestei sobre o tema (aqui).

Apenas para constar, o Pacaembu estava livre.

9)   Aproveitamento: Atualizando a análise que fizemos no post anterior. O Santos precisa hoje das seguinte medias de aproveitamento:

  • Para escapar do rebaixamento o Santos precisará de 40% dos pontos que restam em disputa
  • Para o título: 76%
  • Para a Libertadores: 64%

10) Ganso: Soube há pouco de que o atleta corre risco de ser cortado da Seleção por nova (?) contusão. É mais do que falta de sorte.

Não sou médico e nem Mãe Dinah, mas aparentemente, o rapaz precisará de cuidados especiais ao longo de toda a carreira. Imagino que a cabeça atrapalhe também.

O presidente LAOR, que voltou a falar diariamente, vem dando a entender que o ciclo de Ganso na Vila está encerrado. Não concordo com essa postura já que mesmo sendo verdade, desvaloriza o atleta no mercado e junto ao torcedor. Foi o que tentei dizer aqui, falando longamente sobre o assunto.

Me impressiona que ninguém seja capaz de fazer que o camisa 10 veja o mal que está fazendo a si próprio (e como é mal assessorado). Futebol profissional é performance e imagem, às vezes até mais imagem. Vejam o paradoxo, Neymar ganha milhões e tem a imagem do desapego de quem joga com alegria – a ponto de recusar ofertas do exterior – Ganso, ganhando uma “merreca” é tido como mercenário. Será difícil desvencilhar-se disso, uma pena.

No mais, sugiro ao Santos serenidade, calma e insistência para não deixar o garoto sair pelos fundos. Se for impossível, ao mercado nacional, nada menos que a multa.

Era isso, até a próxima.

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Público e renda no Santos F.C

Clube registra média das mais baixas. O que fazer?

Amigos, nosso Santos continua sofrendo na reestruturação e empatou mais uma ontem. O destaque negativo foi a contusão de nosso capitão que só volta a atuar no ano que vem.

Diferentemente de muitas opiniões que ouço e leio por aí, pra mim Edu era até ontem o maior zagueiro em atividade no futebol brasileiro. Lamentável.

Mas me chamou atenção um outro dado no jogo de ontem, o público de 7.019 pessoas. Número até que bom para a atual conjuntura.

Além de estar sem os principais jogadores e num momento sem brilho, há o clima frio e o horário (19:30h inviabiliza a ida da grande maioria dos torcedores que moram em São Paulo).

O problema é que esse dado da pequena média de público no Santos, é muito mais estrutural do que conjuntural. É freqüente e somos o time grande com menor média de público quase sempre. Isso no time de Neymar, isso no time multicampeão.

Trago aqui alguns dados para entendermos melhor o problema, até o momento em que escrevo esse texto, a CBF ainda não havia publicado o boletim financeiro da partida de ontem. Tomemos como exemplo, portanto, o último jogo diante do Grêmio com 9.402 pagantes.

A renda bruta foi de R$ 224.775,00, descontadas as despesas – e são muitas – o resultado liquido foi de R$109.757,73. 

Assim, se mantivesse esse público como média, o Santos arrecadaria ao longo de todo Campeonato Brasileiro R$ 2.085.396,87, mais ou menos um terço da folha de pagamento de um único mês. Difícil!

Quero dividir com vocês, uma parte de um estudo maior que faço atualmente sobre público e renda, os dados do Santos tricampeão paulista. Escolhi esse período porque o time foi campeão e disputava concomitantemente a Libertadores ou a Copa do Brasil.

Esclareço que esses dados são públicos e você pode acessá-los no site da FPF 

O Paulista de 2010

Depois de um sofrido 2009, a equipe comandada por Dorival Jr., voava baixo e encantava o pais com média superior a 3 gols no Período. Além de Neymar e Ganso, tivemos a volta de Robinho. Vejamos os resultados financeiros do Santos como mandante.

Na 1a fase o Santos jogou 80% das vezes na Vila Belmiro e 20% no Pacaembu. A média de público na fase foi de 11.468 pagantes, se contarmos só os jogos na Vila temos média de 9.078 e nos do Pacaembu, 21.027.

Impressionante é que os 2 jogos no Pacaembu foram responsáveis por 58% do público total.

É claro que é preciso observar o contexto mais amplo, talvez se jogasse mais no Pacaembu, o clube diminuiria o interesse da imensa demanda paulistana. Talvez.

Destaque negativo para o último jogo da fase, quando o Santos pagou R$18.390,08 para jogar.

O Paulista de 2011

Pois bem, em 2011 o clube continuava voando, Elano estava de volta. O professor Pardal Adilson Batista permaneceu pouco tempo e o time foi novamente campeão paulista. Aos números.

A média de público da 1a fase cai para 8.535 pagantes, o Santos joga 70% da fase na Vila Belmiro com média de 8.250, 2 jogos em Barueri (média de 8.049, sendo um dos jogos o clássico com o SPFC) e apenas 1 jogo no Pacaembu com 11.496 pagantes no ingrato (para a capital) horário das 19:30h.

A queda de público pode ter relação com a “concorrência” da Libertadores. Há que se ressaltar que o Santos do Pardal Adilson não encantava e o time foi mal mesmo na Libertadores que acabaria conquistando apos a chegada de Muricy.

O Paulista de 2012

Agora, o Santos bicampeão paulista era também o campeão da Libertadores, contratou pouco mas manteve a base do elenco. Verdade que teve a “surra” de Yokohama, mas vamos aos números.

Com a Vila em reforma o Santos só pode mandar ali 40% dos jogos da primeira fase. A média da fase – 9241 pagantes –  subiu em relação a 2011. A diferença principal é que o time foi itinerante nos jogos fora da Vila e optou por não jogar no Pacaembu.

Destaca-se que o clássico com o Palmeiras em Presidente Prudente foi responsável por 28% do público total da fase e impressionantes 44% da arrecadação que subiu muito em relação a 2011 (principalmente em função das finais do Morumbi) mas ainda ficou significativamente menor do que em 2010.

O destaque negativo foi pagar quase 20 mil reais para jogar a estréia em São Caetano.

Considerações Gerais

O Pacaembu é um grande aliado do Santos no que se refere a público e renda.

Mandar jogos no interior, sobretudo no Paulista, é algo a ser observado com mais carinho.

Jogos na Grande São Paulo, em especial no ABC, não deram resultado positivo.

Importância da arrecadação

Num passado recente, a renda de bilheteria significava muito pouco aos clubes de futebol, vinda na maior parte dos direitos de TV e das cotas de patrocínio. Aos poucos, e com modelos de gestão um pouco mais profissionais, essa realidade vem mudando.

O clube que mais arrecada no Brasil – o Corinthians – informa em seu último balanço uma receita bruta de R$ 27.710.000,00 (pouco mais de 10% do total)

Nos grandes clubes europeus, essa participação é ainda maior. O estádio é, cada vez mais, fonte de renda importante.

O que fazer para melhorar?

Um clube da grandeza do Santos não pode conformar-se com médias de público tão baixas.

Recebemos menos de TV em relação a alguns outros clubes, o que tende a diminuir também nossas cotas de patrocínio. Isso aumenta ainda mais a importância da bilheteria na composição do orçamento.

A importância de mandar jogos em São Paulo é mais que óbvia.

Para minimizar os efeitos conjunturais na venda de ingressos há medidas relativamente simples que podem ser tomadas, a principal delas é a venda antecipada da temporada por meio de season ticket.

Nesse caso, minha humilde sugestão é que se divida os mandos da temporada na seguinte proporção:

  • 50% dos jogos na Vila Belmiro
  • 40% no Pacaembu
  • 10% no interior ou em outras praças no caso do Brasileiro.

Essa sugestão se aplicaria apenas aos jogos do Paulista e do Brasileiro, jogos das finais do Paulista (quando houver), da Copa do Brasil e da Libertadores (quando houver) seriam alvo de outra ação comercial, dando prioridade a quem tivesse season ticket.

O sócio teria opção de comprar ao final de cada ano:

  • Toda a temporada
  • Todos os jogos em Santos (se sobrarem lugares)
  • Todos os jogos em São Paulo (se sobrarem lugares)

Já que no Sócio Rei o clube optou (equivocadamente na minha opinião) por hierarquizar os sócios, praticando preços diferentes, esta diferença seria contemplada no tipo de lugar no estádio (cadeira, setor, arquibancada etc.)

As torcidas organizadas – que pra mim são importantes – teriam uma cota de season ticket para adquirir e pagariam por eles antecipadamente também.

IMPORTANTE: A prática de season ticket só funciona quando oferece vantagem financeira. O valor médio do ingresso tem que ser mais barato do que o da bilheteria.

É importante também haver um sistema de recompra destes ingressos, ou seja, se o proprietário decide não ir a um determinado jogo, ele informa antecipadamente ao clube e este ingresso volta à bilheteria (ou site) para ser vendido de forma avulsa (aí sim, mais caro). Se vendido, isso dá ao proprietário, direito a desconto na próxima temporada.

Há outros diversos fatores.

A experiência de um jogo de futebol deveria ser entendida e comercializada como tal. Algo mais complexo do que ocorre dentro do estádio.  O Santos e os clubes brasileiros no geral, ainda estão muito longe disso, e pretendo voltar especificamente ao tema em outra oportunidade, mas há que se começar de algum lugar.

E você o que pensa? Deixe seu comentário e vote na enquete. Até.

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Mais que descanso e atitude, falta um lado direito

É comum que uma derrota tenha sempre muitas explicações e versões possíveis, sobretudo, em clássicos e decisões ou clássicos decisivos.
Quando a derrota é daquelas que esmagam a alma, essas explicações aparecem em tom de urgência, e com elas os clichês.

“Neymar está cansado, faltou atitude”, dizem.

“Neymar está cansado, a culpa é do LAOR que não o vendeu tendo que lotá-lo de compromissos publicitários!” Já ouvimos isso.

“Neymar está cansado, a culpa é da CBF que só convoca jogadores do Santos e não do Corinthians” Ouvimos também.

“Neymar está cansado e o Santos depende dele, sem Neymar é um time comum” Essa é clássica.
Enfim, o cliente pode montar sua desculpa como quiser, desde que em algum momento mencione o bordão sobre o cansaço de Neymar.

O “explicador” pode ter várias intenções: perseguir Neymar porque nunca consegue uma exclusiva, “tirar o foco” da derrota porque o time não foi bem ou ainda tentar vantagem futura atribuindo culpa à CBF etc.
A minha intenção é a de ganhar do Corinthians, é preciso entender e assimilar a derrota e planejar a vitória. Vamos aos fatos.
Veja aí o gol do Corinthians

gol de Émerson

Trata-se de jogada “manjada”, necessária em jogos de marcação encaixada. Alguém vem de trás, atraindo marcação, desarrumando defesa, alguém sobra livre e faz o gol. Você já cansou de ver gols assim, não? Que tal esse?

gol de Neymar

Idêntico com um pouco mais de dificuldade, né? Émerson teve tempo de pentear o cabelo que não tem, de ligar pra casa e saber como estava sua macaca e de planejar sua viagem no próximo réveillon.

Esse é o primeiro ponto, o lado direito do Santos é defensivamente confuso e sonolento. Se a improvisação de Henrique ajuda porque eleva a altura da defesa para as bolas aéreas, atrapalha demais porque ele pensa como volante e não leva o mínimo jeito para a função. Marca mais ou menos e não apóia.

Aí vamos ao segundo ponto, volte ao primeiro vídeo e me responda, onde está Elano?
Há um ano me pergunto.

É isso amigos, temos um problema estrutural, nosso lado direito inexiste também ofensivamente, Elano tem sido inoperante quando sobe, inútil quando marca.

A culpa não é só dele, tampouco da Nívea Stelman, quando se vê no ataque à direita, sozinho, procura a esquerda, procura Neymar porque não sabe o que fazer.

Isso não ocorreu contra o Corinthians, isso ocorre sempre. Conto nos dedos as grandes partidas do Santos nos últimos 12 meses, as últimas foram contra o Inter, na Vila e no Beira-Rio. Mas e os 8 no Bolívar? E o SPFC no Paulistão?

Desculpem mas não. O Bolívar é semi-profissional, o SPFC um arremedo de time, visivelmente em processo de formação. Fizemos o que havia de ser feito. Só.

E o que acontece, então? Neymar está cansado há um ano? Será?
Ou nos acomodamos, já que o talento sempre resolve, “O Santos sempre faz um gol pelo menos” cansam de dizer, Muricy e as estatísticas.
O fato é que agora só isso não resolve, é hora de resolver o que fazer com esse lado direito.
Maranhão? Tenho medo!
Apóia mas marca mal demais e cada cruzamento é um desespero, dá uma olhadinha no gol que levamos do SPFC no Brasileiro, apesar de dar mais volume de jogo à direita. No caso, sairia Elano.

Borges? Não vem bem, parece sofrer de contratite, mas é o Borges.
No caso Kardec jogaria do meio pra direita. O rapaz é limitadíssimo mas taticamente inteligente e dedicado, faz o que mandarem. No caso, sairia Elano.

Felipe Anderson? Meu Deus, tem o Felipe Anderson! Não dá pra saber, nunca dá. No caso sairia Elano.
Elano? E se Elano acordasse? No caso, sairia Elano, o morto.

Tirar Neymar da esquerda? Que tal Muricy?
Tite, ao marcar o garoto com Alessandro, Ralf e Jorge Henrique, garantiu que Neymar não tivesse espaço onde quer que pegasse a bola, no meio, na intermediária, no ataque. Se ele se movimentasse mais, talvez a coisa ficasse menos difícil, talvez.

Fucile? Onde está Fucile? Sabia-se que a contusão era tão grave? Não se pensou que não teríamos lateral?

O que fazer? O que você faria?

O fato é que o momento é de apoio. Acredito demais no Santos, porque o Santos é melhor que o Corinthians. Sim, é melhor mas precisa ser mais inteligente, suportar a pressão da torcida e dar as cartas do jogo. Assim fazem os melhores.

A questão, mais do que cansaço e atitude, é tática. O adversário nos anulou e deixou poucas opções, como sair disso? Com a palavra Muricy.

Grandes técnicos aparecem em momentos como estes. Eu acredito!
Vai pra cima deles, Santos!

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Santos no Japão – Vamos ser Tri!!!

Blog para o torcedor santista e para as pessoas que gostam do Santos. Direto do Japão

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