A importância de pré-temporada.

Não, este não é um texto que pretende discutir a preparação física no contexto do esporte de alto nível. Não se preocupe.

Não entendo patavina de preparação física e, como não é difícil perceber, nem de futebol.

Mas ouço – e tento entender o que ouço – há muito tempo o discurso de que tudo será melhor no dia em que pudermos ter um calendário decente e que permita uma pré-temporada. Ela deveria ter 30 dias, 20 no mínimo, é o que dizem.

O período serviria para a preparação física de base (gastei) e para o time treinar já que entre competições não se treina. O descanso é necessário, dizem os professores.

Há muito tempo mesmo, antes ainda de treinador usar gravata (moda que já passou porque hoje eles também recebem do fornecedor de material esportivo), antes de sabermos o nome do preparador físico de nosso time, antes dos pontos corridos etc.

E nunca está bom, o calendário é sempre mais apertado e, de fato, pouco racional.

Tudo isso para dizer que não entendo o que Muricy Ramalho está fazendo.

Não é demais explicar. O Santos esteve no Japão (alguém anotou a placa do caminhão?) e jogou(?) dia 18/12. Ora, por respeito ao ser humano e, sobretudo, às leis trabalhistas, os principais jogadores puderam gozar de justos 30 dias de férias. Ótimo.

Voltaram no último dia 20, entre sorrisos e abraços contaram aos amiguinhos como foram as férias e iniciaram os trabalhos.

Eis que o professor Muricy anuncia a volta do elenco principal para a próxima quinta, menos de 15 dias depois da reapresentação. Ah, como é injusto o calendário.

Chama ainda mais atenção a entrevista concedida pelo comandante após o jogo contra o Paulista “Eles têm que voltar, está na hora de voltar… Estão loucos para voltar” Eufórico, excitado, aqui é trabalho!

Aí me ocorre de perguntar, voltar por quê?

Para os compromissos importantíssimos do Paulistão (ou Paulistinha)? Obviamente, não! Temos a Libertadores dia 15/02 e eles têm de estar em forma, mas não são necessários 20 ou 30 dias sem jogos para isso?

O jogo do dia 15 é contra o glorioso The Strongest, em La Paz, a quase 4.000 metros de altura…

Bem, eu enviaria o time B para esse embate. É importante como qualquer jogo é, se nosso time B não conseguir equivalência técnica com o glorioso The Strongest, haverá algo fora da ordem como diria o filósofo. Mais que isso, um time que treinou mais e jogou antes, deve estar melhor preparado do que os titulares, não?

Outra, se este jogo é tão importante por que o elenco principal não está lá desde já, adaptando-se aos “terríveis efeitos da altitude”? Ah, não diga besteiras, você  não entende nada de preparação física, nem de futebol, para isso seria necessário pelo menos um mês, ou 20 dias… E a conversa começa outra vez.

Sabe o que acho? Nosso professores (todos, não estou cornetando Muricy, gosto dele) não têm a mais miserável ideia do que fazer com 1 mês inteiro de preparação e o resto é “conversinha”.

Em tempo, o segundo jogo do Santos na Libertadores é dia 08/03, em casa, contra Inter ou Once Caldas. Haveria tempo.

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