Vencemos em Toyota, inclusive a distância

santosfc.com.br - crédito: Leandro Amaral


Não quero lhes falar sobre o jogo em si. A esta altura, quem ia ver já viu e já tem opinião.
Diria, no máximo, que pra estreia me pareceu bastante razoável. Tinha medo de que houvesse nervosismo em excesso, mas deu tudo certo. O Santos fez o que tinha de ser feito.
Quero é dividir a experiência do estádio. É realmente muito diferente e emocionante assistir a um jogo deste porte. A nossa torcida estava feliz apesar do cansaço e ganhamos um surpreendente e empolgado apoio dos tunisianos, torcedores do Esperance que disputou a preliminar.
A lamentar, a distância entre os torcedores, separados por setores numa lógica que quem descobrir qual é, por favor me escreva. A FIFA, e eu já havia presenciado a patacoada na Copa da África do Sul, divide o estádio em setores para poder praticar preços “diferenciados”.
Eis que fica natural pensar: já que vou até o Japão vou garantir o melhor lugar, pagando mais caro, e essa relação nem sempre é verdadeira.
Primeiro porque nesse tipo de estádio não há pontos cegos, depois porque “melhor lugar” num estádio de futebol é tembém aquilo que se cria por proximidade, por energia, enfim…

Alguém pode estar se perguntando o motivo de apenas 30.000 pessoas num jogo como este (2 na verdade), envolvendo inclusive um time japonês. Será que não há interesse, será que o Mundial não “pegou”? Mais ou menos.
Toyota, que até onde eu saiba tem a fábrica da montadora homônima, o estádio e mais nada, é longe de tudo.
São 5h de ônibus a partir de Tóquio, 3,5h de trem e metrô. É longe até de Nagoya, principal cidade vizinha, 1h de metrô.
O jogo foi as 19:30h com preliminar às 17h, então como fazer para o público japonês poder ir aos jogos?
Como sabem, a Toyota é patrocinadora do evento e exigiu que a coisa se desse por lá, em seus domínios, a FIFA diz amém a e$$e tipo de iniciativa e a vida segue.
O resultado foi um estádio vazio (porque é muito grande) e frio, além de gelado, fez muito frio por aqui hoje.
No caso do Barcelona, que joga em Yokohama, muito mais próximo a Tóquio acredito em casa mais cheia. E domingo devemos ter lotação máxima.
É isso, a sensação por aqui é de alívio do dever cumprido. Boa parte de nossa torcida viaja neste momento de volta a Tóquio (serão mais 5h, no mínimo) Outros tantos sobraram aqui em Nagoya e aproveitam para visitar lugares como Hiroshima e Kyoto. É o que farei.
Postarei as imagens de hoje e mais depoimentos de torcedores em breve.
O clima é de muita confiança na conquista da terceira estrela.
Já ia esquecendo, houve um terremoto aqui em Nagoya hoje (por volta da meia noite aí do Brasil). Estava no trem e não senti absolutamente nada. Perguntei a uma senhora sobre isso, a resposta veio em japonês e não entendi nada e, livremente, traduzi: Terremoto na estreia é sinal de sorte eterna! Vamos ser tri!

Abraços

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Categorias: Uncategorized | 1 Comentário

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Uma opinião sobre “Vencemos em Toyota, inclusive a distância

  1. Almeida

    Sei não, a senhora pode ter dito: ” A casa vai cair!!!”

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